top of page

MONITORAMENTO

QUALIDADE DA ÁGUA

Para compreender melhor o ambiente em que vive o pato-mergulhão, classificamos os rios e os ecossistemas fluviais do Cerrado na Chapada dos Veadeiros de acordo com fatores geológicos, parâmetros físico-químicos e aspectos relacionados ao uso e ocupação do solo nas bacias hidrográficas. Esses critérios incluem a rede de drenagem da bacia, a forma e o curso do leito do rio, a velocidade do fluxo da água, além de dados bióticos e abióticos que ajudam a caracterizar a dinâmica dos ambientes aquáticos.

Desde 2019, dentro da área de distribuição do pato-mergulhão, coletamos dados físico-químicos em mais de 40 localidades ao longo dos principais rios da região, tanto no período seco quanto no chuvoso. Entre os parâmetros analisados estão a temperatura da água, o pH, a condutividade elétrica, a salinidade, os sólidos totais dissolvidos e a turbidez - um fator determinante para a sobrevivência da espécie, pois influencia diretamente sua capacidade de se alimentar. Além disso, analisamos o uso e a ocupação do solo nas bacias hidrográficas, buscando compreender como atividades humanas, como agricultura, pecuária, expansão urbana e abertura de estradas, podem afetar a qualidade da água e a integridade dos habitats aquáticos.

MONITORAMENTO AGUA.jpg
20250912_143912.heic

Entre os principais impactos negativos identificados sobre o habitat do pato-mergulhão está o aumento da turbidez da água. Esse fenômeno está frequentemente associado a processos de erosão causados pelo desmatamento, pela abertura de novas estradas e por acessos inadequados aos rios, muitas vezes sem trilhas ou estruturas apropriadas.

O aumento da turbidez reduz a visibilidade na água e dificulta a pesca do pato-mergulhão, uma espécie que depende de águas claras para localizar suas presas.

bottom of page